O Saudi British Bank, 40% detido pelo HSBC, e o Alawwal Bank, 40% detido pelo Royal Bank of Scotland por meio de sua compra do ABN AMRO em 2007, iniciaram conversas de fusão em abril de 2017. O RBS vinha tentando vender sua participação havia anos, à medida que se retirava das operações internacionais. Em maio de 2018, os conselhos aprovaram uma relação de troca não vinculante que avaliava o negócio em SAR 18,6 bilhões (cerca de US$ 5 bilhões) e criava um banco com cerca de US$ 77 bilhões em ativos — o terceiro maior do reino e sua primeira grande união bancária em quase duas décadas, parte da consolidação que veio com a Vision 2030.
Concretizar o negócio levou três anos. Os conselhos aprovaram a fusão em outubro de 2019, com economias estimadas de 10 a 15 por cento da base de custos combinada dos dois bancos em 2017, e a fusão estatutária foi concluída em março de 2021: o SABB absorveu os ativos e passivos do Alawwal, com os acionistas do Alawwal recebendo 0,485 ação do SABB por ação. O banco combinado tinha SAR 257 bilhões em ativos, SAR 195 bilhões em depósitos, SAR 168 bilhões em empréstimos a clientes, receitas de SAR 10,9 bilhões e mais de um milhão de clientes de varejo, com o HSBC como maior acionista. O RBS, por sua vez, usou o negócio para sair do mercado de forma limpa.
O banco resultante da fusão, rebatizado Saudi Awwal Bank (SAB), continuou a crescer: no primeiro semestre de 2026, reportou lucro líquido após zakat de SAR 4,42 bilhões (US$ 1,17 bilhão), alta de 4% ano a ano, sobre receita operacional de SAR 7,28 bilhões, com o HSBC ainda presente como parceiro estratégico e Lubna Olayan presidindo o conselho.
Terceiro maior banco saudita: SAR 257 bilhões em ativos, SAR 10,9 bilhões em receitas; meta de economia de custos de 10 a 15%; lucro líquido de SAR 4,42 bilhões (US$ 1,17 bilhão) no 1S 2026, alta de 4% a/a
Os dois controladores estrangeiros queriam coisas opostas, e a fusão entregou a cada um o que buscava: ao HSBC, uma presença consolidada maior em um mercado em crescimento; ao RBS, uma saída digna à medida que se retirava do setor bancário internacional.
A Arábia Saudita pressionava os bancos a se consolidarem para ganhar escala sob a Vision 2030, e o regulador SAMA estava disposto a conduzir uma estrutura de fusão inédita ao longo de um processo de aprovação de três anos.
Uma fusão estatutária por troca de ações permitiu que dois bancos de porte médio construíssem a base de custos de um só — 10 a 15% dos custos combinados — sem uma compra em dinheiro que pressionaria os índices de capital.
Escala em depósitos e uma carteira corporativa deram ao banco combinado poder de precificação e balanço para subscrever o financiamento de projetos da Vision 2030.
Fusões entre acionistas cruzados funcionam quando cada controlador obtém o que veio buscar: um ganha um veículo consolidado em um mercado em crescimento, o outro obtém uma saída limpa dele.
A fusão tornou-se o modelo para a consolidação bancária saudita que se seguiu, incluindo a criação em 2021 do Saudi National Bank a partir do NCB e do Samba. A integração durou cerca de dois anos, conforme planejado; o banco foi rebatizado como Saudi Awwal Bank e manteve o nome SAB. Ao longo de 2026, continuou a crescer em depósitos e empréstimos, reportou margens e receita de tarifas resilientes e se posicionou como financiador de programas de infraestrutura, saúde e habitação sob a Vision 2030. O lucro líquido do primeiro semestre de 2026, de SAR 4,42 bilhões (US$ 1,17 bilhão), foi 4% superior ao do mesmo período de 2025.
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As fontes
- Alawwal and SABB to merge to create Saudi Arabia's third largest bank Reuters (via Yahoo News) · sg.news.yahoo.com ·
- Sabb completes merger with Alawwal Bank creating third-largest Saudi lender The National · thenationalnews.com
- Saudi Awwal Bank delivers $1.17bln net profit for 1H 2026 Zawya (Saudi Gazette) · zawya.com