A Vodafone Idea (Vi), há muito pressionada pela Reliance Jio e pela Bharti Airtel, disse em 28 de janeiro de 2026 que investiria ₹45.000 crore em despesas de capital ao longo de três anos, além dos ₹18.000 crore investidos nos seis trimestres anteriores, mais de ₹60.000 crore em cerca de quatro anos e meio. O CEO Abhijit Kishore disse que o jogo agora era passar de "sobrevivência e desconfiança" para a força.

O gatilho foi o alívio regulatório no início daquele mês: o governo congelou as dívidas de receita bruta ajustada (AGR) da Vi em ₹87.695 crore por dez anos e concordou em reavaliar o total dos passivos. Kishore chamou isso de "solução definitiva e conclusiva de longo prazo", e o presidente do Aditya Birla Group, Kumar Mangalam Birla, disse que o nevoeiro se dissipou pela primeira vez em anos.

O plano concentra-se nas 17 áreas de operação que geram 99,2% da receita da Vi, visando paridade total em 4G com a Jio e a Airtel em 12 a 24 meses e uma implantação de 5G em todas as áreas urbanas em 12 a 30 meses. Também converte os sites 2G restantes para 4G em mercados selecionados, explora acesso fixo sem fio e internaliza as operações de rede com controles de custos liderados por IA. O financiamento é de ₹25.000 crore em dívida bancária e ₹10.000 crore em linhas não financiadas, sem aporte imediato de capital da Vodafone Plc ou do Aditya Birla Group.

Kishore disse que o investimento anterior já estava funcionando: as perdas anuais de assinantes caíram de 15-16 milhões para 5,3 milhões nos trimestres recentes, e a receita nas áreas prioritárias cresceu 9-14% contra 3% no país. Ele estabeleceu a meta de crescimento de receita de dois dígitos e de triplicar o EBITDA em três anos, o que chamou de "bastante ambicioso".

Perdas anuais de assinantes reduzidas de 15-16 milhões para 5,3 milhões; crescimento de receita de 9-14% nas áreas prioritárias contra 3% no país; meta de triplicar o EBITDA em 3 anos.

O congelamento da AGR limitou o maior passivo que pairava sobre a empresa, tornando viáveis novos empréstimos e investimentos.

A qualidade da rede estava impulsionando as perdas de assinantes, então os gastos foram direcionados à paridade com a Jio e a Airtel nas áreas que geram quase toda a receita.

A retenção foi priorizada em vez de ganhos agressivos de participação de mercado, com uma melhor experiência de rede atraindo migrações de concorrentes.

O financiamento foi mantido em dívida bancária e em um índice conservador de dívida sobre EBITDA, em vez de novo capital dos controladores.

Uma vez limitado um risco de sobrevivência, uma empresa em dificuldades pode mudar de sobreviver para investir, e deve concentrar esses gastos onde está a maior parte de sua receita.

O artigo cobre apenas o anúncio e os primeiros indicadores; as metas de EBITDA e receita para três anos são objetivos da administração, não resultados. Kishore disse que as aquisições de clientes de concorrentes subiram de 19-20% das adições brutas da Vi quatro ou cinco trimestres antes para 43% no trimestre mais recente.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Vi lines up ₹45,000-crore capex over 3 years in turnaround bid The Economic Times · economictimes.indiatimes.com ·